Foi preso na tarde desta quarta-feira (1) o suspeito de executar Henrique da Cunha Borowsky, 37 anos, em fevereiro, na região norte de Santa Maria. Henrique foi encontrado morto com um tiro na cabeça na noite do dia 21 de fevereiro. Este foi o sétimo homicídio do ano na cidade.
O preso, um homem de 36 anos, foi detido em cumprimento de mandado de prisão preventiva no Bairro Caturrita, mesmo bairro onde ocorreu o crime. Não há informações sobre a motivação do crime. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) onde foi registrada a prisão.
O investigado foi convidado a depor sobre o crime, mas teria permanecido em silêncio. Após os procedimentos legais, o homem foi conduzido para a Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm). Ele deve responder pelo crime de homicídio doloso qualificado.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), que investiga o caso. A ação foi coordenada pelo titular da DPHPP, delegado Marcelo Arigony.
Entenda o caso
Vizinhos teriam ouvido tiros por volta das 13h30min, mas corpo só foi localizado por volta das 23h. Foto: Maurício Barbosa
Henrique da Cunha Borowski foi encontrado morto dentro de uma casa na Rua Santo Ângelo, Vila Bela União, Bairro Caturrita, no final da noite do dia 21 de fevereiro. A Brigada Militar (BM) foi acionada por volta das 23h para atender a ocorrência. Conforme apurado pela reportagem, a vítima foi encontrada sentada no sofá com um tiro na cabeça. Vizinhos teriam ouvido tiros por volta das 13h30mim.
“Henrique não seria capaz de fazer mal a alguém”, afirma familiar
Policiais militares precisaram arrombar a porta, pois a casa estava trancada. Após encontrarem o homem morto, eles isolaram o local e acionaram a Polícia Civil para fazer o registro da ocorrência. Henrique foi sepultado na manhã do dia 23 de fevereiro, no Cemitério Ecumênico Municipal.
Henrique era pai de dois meninos, de 13 e 9 anos, respectivamente, do antigo casamento, e também de uma menina de 6 meses, fruto de um relacionamento mais recente. Segundo familiares, a relação dele com os meninos era de muito apego e cumplicidade, tanto é que moravam juntos. Agora, depois do falecimento, as crianças vão morar com a mãe.